Uma comunidade terapêutica, localizada em Gravatal, foi interditada pelo Ministério Público devido à descoberta de uma série de irregularidades, incluindo indícios de tortura e cárcere privado. No total, 38 pessoas foram resgatadas de uma situação em que suas dignidades estavam sendo violadas.
Durante a fiscalização, constatou-se que não havia nenhum funcionário ou responsável presente no local, apenas um monitor que também era um dos acolhidos da instituição. Esse monitor estava encarregado de toda a gestão e organização do espaço, inclusive administrando medicação para os demais acolhidos.
A situação mais grave foi encontrada nos fundos do imóvel, onde cerca de 15 pessoas, a maioria proveniente do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Santa Catarina, estavam com sua liberdade restrita, cercadas por grades e muros altos com arame farpado. Assim que entraram em contato com a equipe de fiscalização, os acolhidos começaram a relatar uma série de situações que poderiam configurar graves violações dos direitos humanos.
Quatro casos com condições mais graves de saúde mental foram encaminhados para atendimento hospitalar, enquanto os demais foram transferidos para outras instituições ou retornaram às suas famílias.
O relatório e a documentação da vistoria, juntamente com as entrevistas realizadas com os usuários, filmagens, fotos, laudos da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e do Estudo Social, serão encaminhados para a Promotoria de Justiça da comarca de Armazém.
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Fonte: Hora Hiper

